Plano de negócios e os mitos que o envolvem

Você sabia que o Sebrae tem um site super legal, cheio de dicas bacanas para você, empreendedor? É o saiadolugar.com.br. Lá tem um colunista chamado Millor Machado, que costuma dar dicas para quem está começando uma empresa ou precisa de ajuda para criar estratégias eficazes, que realmente funcionem.

Acompanhe as dicas do Millor Machado abaixo e desvende os mitos que cercam o plano de negócios, imprescindível a qualquer empresa. Você vai perceber que ele só tem a contribuir, e que não é esse ‘monstro’ que muita gente pensa.

Muitos futuros empresários estremecem ao ouvir que precisam montar um plano de negócios. A maioria acaba nem passando perto de um. Mas o que eles não sabem é que tem muito a perder com isso. Quer ver?

Mito 1: O plano de negócios serve só para mostrar para investidores ou incubadoras

Escrever que a estimativa conservadora prevê que você lucrará 10 milhões no primeiro ano não fará o investidor te dar um abraço e aceitar na hora seu pedido. O plano de negócios serve para você definir quem você é, pra que serve, o que te faz especial e como alcançar seu objetivo. Não perca o tempo de seu leitor fazendo um plano “para inglês ver”. Escreva pela razão correta: se planejar.

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Mito 2: Quanto mais detalhado o plano, melhor ele será

Depois de 20 páginas, cada 10 páginas de plano aumentam em 25% a chance de seu plano não ser lido. O plano não vai fechar nenhum negócio e sim conseguir o interesse do investidor. Interessado, ele vai analisar sua ideia, pesquisar o mercado e ver se o que você está falando é verdade. Não perca o tempo de seu leitor enchendo-o de informação, mostre apenas o que é vital para que ele se interesse em pesquisar sobre a ideia.

Mito 3: A primeira coisa a ser feita em uma empresa é o plano de negócios

Essa é uma ótima forma de garantir que o plano de negócios seja ruim. Monte uma apresentação que explique o que é a sua empresa. Converse com as pessoas, entenda o que elas acham da sua ideia, descubra o que os clientes querem e só depois escreva o plano. Uma apresentação é muito mais fácil de alterar do que um documento de 20 páginas. Não perca o tempo do seu leitor, deixe o plano para depois que a ideia já estiver bem maturada.

Mito 4: É necessário ter uma meta otimista e uma pessimista

Se você não alcançar uma meta mostra ou que seu plano estava errado ou que você não o executou corretamente. Alcançar uma meta pessimista mas não atingir a meta otimista significa que você não teve coragem para definir uma meta verdadeira. Não perca o tempo do seu leitor, mostre aonde você quer chegar e o que você fará para alcançar isso.

Mito 5: O plano de negócios é aplicado totalmente na prática

O plano serve para te guiar, mas não é a verdade absoluta. No momento de planejar, é preciso assumir algumas coisas como verdade. Se na prática você descobrir que essas coisas não são verdade, não tem motivo para não se adaptar. Não perca o tempo do seu leitor se você é um cabeça-dura.

Mito 6: As projeções financeiras precisam ser extremamente detalhadas

O importante é entender quais são os fatores que te farão vender mais e onde você gastará esse dinheiro. Planejar quanto será gasto com canetas não te fará parecer mais inteligente. Não perca o tempo de seu leitor mostrando números detalhados e que todos sabem que são chutados. Mostre as premissas que você está levando em conta para chegar naqueles números e isso mostrará muito mais se a estimativa faz sentido do que os números em si.

Mito 7: A descrição do produto é a parte mais importante do plano

Errado. O sumário executivo é a parte mais importante do plano (é a primeira que vai ser lida), deve ser escrito por último e ter no máximo 2 páginas. Seus elementos são:

Descrição do problema que você resolve;

Como você resolve o problema de uma forma diferenciada;

O modelo de negócios (como você vai ganhar dinheiro);

Qual a sua estratégia de marketing;

Quem são os seus concorrentes;

Quais as projeções financeiras;

O time que levará a empresa e suas experiências relevantes na área do negócio;

Status do projeto: o que já foi feito e quais os próximos passos.

Millor Machado, baseado em artigos de Guy Kawasaki.

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