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Você tem dificuldade em conseguir uma pessoa para te substituir na sua ausência ou na de seus colaboradores?

A substituição é uma exceção na rotina de um estúdio, mas pode ser mais comum do que a gente imagina quando começa a trabalhar, ou abre o próprio negócio. Vamos citar aqui algumas possíveis situações em que pode ser necessária: licença a maternidade, cursos fora do final de semana, pós-graduações e afins, férias, licença médica, oportunidade de uma experiência internacional, etc. 

Então, é bem provável que, em algum momento você vai esbarrar em algumas delas. Em alguns estúdios, a norma é repor as aulas posteriormente. Mas, recomendamos evitar essa medida pois, somando essas circunstâncias citadas acima com feriados e/ou recessos, os pagamentos das mensalidades podem ficar estagnados e comprometer o caixa da empresa.

A primeira possibilidade é diluir os pacientes da instrutora que se ausentará, na agenda das demais. Provavelmente, isso requisitará algumas concessões dos alunos no sentido de trocarem o horário ou o dia habitual da aula por um período. Se não houverem outras professoras, chamar alguém de confiança que tenha uma metodologia parecida com a sua.  

Mas, nem sempre é simples assim, não é mesmo? Durante a nossa experiência em alguns estúdios com regulamentos diversos e, recentemente, conversando com colegas da área, vimos como esse é um assunto que gera dificuldades e as vezes, até polêmica. As principais objeções pontuadas por eles foram:” Sinto que ninguém vai fazer como eu”, “Não encontro ninguém de confiança”, “Os pacientes são muito apegados a mim” e “Fico inseguro(a) com a comparação”. 

Então, vamos discorrer sobre essas afirmações. Se você já se sentiu em uma delas, espero podermos te ajudar com algumas ideias – podem ser um pouco desconfortáveis, mas, leia de mente aberta.   

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 ” Sinto que ninguém vai fazer como eu”. Vamos tentar racionalizar. Isso foi baseado em experiências reais e ruins que você já teve ou em deduções? Digo porque as vezes temos essa impressão porque sabemos do nosso intenso cuidado e dedicação com nossos pacientes, entretanto, não damos a oportunidade de “cedê-los” a outro profissional.  

Mas vamos a uma possível solução, a qual é baseada em planejamento: treinar o(a) instrutor(a) substituto(a) e dar a ele (a) as condições favoráveis para assistir os pacientes da melhor forma possível (passar os casos e particularidades de cada um, confirmar a agenda de substituição com eles, por exemplo). Esse treinamento que citamos, não necessariamente é restrito à substituição. Ele pode ser construído ao longo do tempo. Isso quer dizer que, se uma equipe tem capacitação toda semana, já está sendo treinada de uma forma geral, e isso inclui as substituições.  

Se você trabalha sozinha no Studio, pode procurar uma instrutora que tenha disponibilidade nessa data (tente ver essa situação como uma oportunidade pra quando você precisar de uma colaboradora) e fazer uma breve preparação para esse momento específico.  

Além do planejamento, outro ponto importante pra você sair do estúdio tranquila(o), é a confiança. Em você, (no caso da objeção “Fico inseguro(a) com a comparação”) e no(a) instrutor(a) substituto (“Não encontro ninguém de confiança”. Para o primeiro caso, te digo que sim, os pacientes vão comparar, afinal, ninguém é igual e insubstituível. Porém, lembre-se dos motivos pelos quais ele fidelizou com você e no quanto você se capacitou para estar aonde está.  

Sobre o segundo caso, naturalize as substituições no seu estudio. Não estamos dizendo pra você desmarcar aulas frequentemente, mas, quando você tiver uma consulta, por exemplo, pode ser uma chance de experenciar como seria uma substituição. Como seria o processo, como você se sente, se a instrutora teve dificuldade ou se os pacientes tiveram alguma oposição.  

Outra forma de naturalizar a substituição interprofissionais é estimular que as reposições possam ser feitas com qualquer instrutor do estudio, não exclusivamente com o instrutor responsável.  

E isso remete a outra queixa citada: “Os pacientes são muito apegados a mim”. Sabemos que a aliança terapêutica contribui muito positivamente para a evolução do caso, aumenta a adesão e satisfação do paciente com o tratamento, entretanto, temos que ser cautelosos para não transformar essa aliança em dependência. Esse “apego” tem seu lado bom, claro; significa que você criou um vínculo de confiança, por vezes, amizade, e que ele confia muito no seu trabalho, mas que, como tudo em exagero, pode ser prejudicial quando você precisar ser substituído. 

Por último, gostaríamos de falar sobre outro ponto que consideramos que favoreceu nossas substituições sem grandes problemas: nós treinamos juntas, somos alunas e professoras umas das outras, fazemos reuniões de discussão de caso, treinamentos, e os pacientes sabem disso. Isso gera confiança de que, independentemente de quem o conduzirá, será uma pessoa capacitada na mesma metodologia da sua professora habitual. E sempre dizemos: cada instrutor pode dar o seu toque pessoal na aula e mesmo assim fazer parte de uma equipe homogênea.  

 

Colaborou com o texto:

Four Fisio Pilates

Isabele Leonel e Jully Felici

 

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