Entrevista Com Erika Batista – Negócio Pilates

  1. Érika, como você se interessou pelo pilates e o que te motivou a abrir seu próprio estúdio?

Quando estava na graduação de fisioterapia, eu tive uma amiga que sofreu um grave acidente de carro, ela teve politraumatismo e fraturas múltiplas, e então decidiu fazer reabilitação com o método Pilates. Nas minhas férias, eu fui visitá-la e, como estava estudando fisioterapia, ela me pediu para acompanhá-la na reabilitação. Foi a primeira vez que tive a experiência com o método Pilates e assim que eu me formei, eu disse para o meu esposo: “Agora que estou desempregada, eu preciso fazer algo”. Então falei para ele me ajudar a fazer um curso de Pilates. Isso faz mais ou menos 18 anos.  

 

  1. Qual foi a sua maior dificuldade para montar o seu estúdio de Pilates e como a superou? 

Sem sombra de dúvidas, foi sobre a logística da reforma. Eu tenho um espaço na zona sul de São Paulo, Ibirapuera, o FisioStudio Pilates & Fisioterapia e um dos erros que cometi logo no início de empreender foi não ter colocado uma placa para sinalizar que seria um espaço de saúde e movimento. 

 

  1. Érika, poderia compartilhar um momento de desafio que você tenha enfrentado ao longo dessa jornada de empreendedora e como você aprendeu a lidar com isso?  

Empreender no Brasil é um desafio! As taxas são altíssimas e têm pouco incentivo, mas sem sombra de dúvidas, a orientação ao paciente, ao cliente, ao aluno também é um desafio. As pessoas são alienadas, então nós, profissionais do movimento, temos o propósito de trazer consciência para essa população. Eu atendo muitos clientes que têm dor crônica e muitas vezes ele acredita que em apenas cinco ou dez sessões vai resolver o problema, e fazê-lo entender o tempo do processo é um grande desafio.  

  1. O que diferencia o seu estúdio de Pilates dos outros e quais são os valores e princípios que norteiam? 

Aqui no FisioStudio Pilates & Fisioterapia, temos valores que são inegociáveis, entre eles o respeito, a transparência e a lealdade. Além disso, a nossa equipe é composta apenas por mulheres fisioterapeutas e essas mulheres estão em constante atualização. Nós incentivamos o saber, o conhecimento, não só isso, elas precisam ter inteligência emocional, do tratamento ao ser humano e a humanização. Esses são nossos diferenciais.  

 

  1. Como você promove o seu estúdio de Pilates a atrair clientes? Existem algumas estratégias de marketing que funcionam para você?  

O marketing é tentativa e erro. Aqui na clínica, nós temos reuniões semanalmente para criar estratégias tanto do “Erika Cursos” como da clínica. Infelizmente, em São Paulo, nós não temos uma cultura de indicar boca a boca, o que facilitaria, mas é feito um investimento financeiro, investimento alto, para que essas pessoas se movam e conheçam o nosso espaço, que não é apenas mais um estúdio de Pilates de bairro.  

 

  1. Quais conselhos você daria para alguém que está pensando em abrir seu próprio estúdio de Pilates? 

Seja funcionário! Para ser grande, precisamos aprender a ser pequenos. Jamais você irá encontrar um grande chefe de cozinha que não foi um auxiliar. Então, é preciso que tenhamos um caminho a trilhar para termos sucesso. Eu sempre digo que, quando eu comecei, trabalhava das 16 às 21 e ganhava pouquíssimo. Eu aprendi inclusive como não ser, as pessoas querem ter, mas não sabem ser.  

 

  1. Como você se mantém atualizada sobre as tendências e desenvolvimentos na área do Pilates? Existe alguma dica que você gostaria de compartilhar conosco? 

Logo no início da minha carreira, eu buscava com frequência temas na área do Pilates: Congressos, workshops focados no método Pilates, mas eu fui me interessando por outros temas também, entender de fascia, tensegridade, o papel do movimento, neurogênese, tratamento humano e neurociência. Então, tem bastante coisa para estudar, além do Pilates, que também é riquíssimo.  

 

  1. No que diz respeito a bem-estar e saúde, como você vê a importância do Pilates para as pessoas? 

O Pilates é um método de movimento de atenção plena que todos deveriam praticar. Eu sempre digo que as crianças deveriam praticar Pilates na escola, os adultos para gerir ansiedade e estresse, os idosos, pois não é só treino de força. Sempre que a gente pensa em neuroplasticidade, não é só força que está envolvida, ser forte é importante, mas ser flexível também é. Usar estratégias interoceptivas é muito importante para que as pessoas tenham consciência.   

 

  1. Você poderia compartilhar uma história inspiradora de um paciente que tenha alcançado resultados significativos através do Pilates? 

O perfil de cliente que nos procura vem de uma dor, com ansiedade, estressado, e a medida que essa pessoa permite o mover não apenas de corpo, mas o mover de adesão, de estratégia de tratamento, de conhecer o seu caso, eu digo que a gente dá a vida de maneira muito ativa e protagonista a essas pessoas. Aqui no FisioStudio Pilates, cada história conta um pouco do nosso trabalho.  

 

  1. A escolha de equipamentos de qualidade foi uma preocupação para montar o seu estúdio?

Sem sombra de dúvida! No conselho de ética da fisioterapia, tem uma cláusula que diz que nós somos responsáveis pelos nossos clientes durante o tratamento. Eu já conhecia a MetaLife Pilates há muito tempo, inclusive no primeiro estúdio que frequentei os equipamentos eram MetaLife e em todos que eu trabalhei a qualidade dos equipamentos era prioridade. 

 

  1. A qualidade do equipamento influência em uma aula mais produtiva? Quais benefícios você acha que traz? 

Muita gente acaba não tendo um planejamento estratégico, um modelo, um método para ensinar o Pilates, e nesse ensinar é preciso também praticar, é preciso também conhecer além dos movimentos básicos, a questão do comportamento, então isso interfere bastante e a segurança do aparelho, sem sombra de dúvidas é crucial.  

 

  1. Érika, como você vê o atual cenário do Pilates? Você acha que hoje se fala mais de Pilates do que no passado?

Acredito que sim! Por causa da exposição nas redes sociais, mas o Pilates poderia crescer de maneira muito maior se nós tivéssemos mais enraizamento do Mat Pilates, essa junção que o Ioga traz, os clientes seriam muito mais desenvolvidos neurologicamente. Os profissionais precisam também sair desse exibicionismo, desse círculo, dessa enxurrada de exercícios perigosos expostos nas redes sociais. Eu sempre digo que o mais do mesmo não diferencia ninguém.

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