Estratégias para o ano novo

Todo início de ano é a mesma coisa: promessas, promessas e mais promessas. Aproveitamos o marco temporal da mudança de calendário para prometer a nós mesmos finalmente fazer aquele regime, voltar à prática de Pilates, arrumar a estante, aprender outra língua, saldar as dívidas, ser dono do seu próprio estúdio de Pilates. A intenção é das melhores, sem dúvida, mas a maior parte das resoluções dura pouco, logo as abandonamos e ficamos só na proposta, até começar tudo de novo no ano seguinte. Por que gostamos tanto de tomar resoluções de ano novo e por que é, na maioria das vezes, tão difícil cumpri-las?

‘’Um objetivo sem um plano não é mais que um desejo”.

Essa frase resume quase poeticamente a essência da nossa capacidade de dirigir o próprio futuro: a possibilidade de nosso cérebro identificar uma vontade (algo cuja simples antecipação nos dá prazer desde já, e portanto motivação suficiente para seguir adiante), transformá-la em objetivo (uma meta a ser alcançada, como um ponto no horizonte a guiar nossos passos), e então tecer uma estratégia para chegar lá (um programa motor ou mental, como uma sequência de passos a serem seguidos para atingir o horizonte). Sem desejo não há objetivo; sem meta não há plano; e sem um plano só se chega ao objetivo por acaso, se tanto.

O interessante é que desejo, objetivo e estratégia são produtos de três sistemas diferentes do cérebro, que operam de maneira bastante autônoma, porém integrada. Antecipar prazeres, caber de novo dentro daquele vestido, saber falar a língua do país que você vai visitar ou ter um dinheirinho sobrando no banco é função das estruturas do sistema de recompensa e motivação, como o estriado ventral, a área tegmentar ventral e o córtex orbito frontal. Essas regiões sinalizam para o resto do cérebro aquelas informações ou ideias que são mais interessantes que as demais e, portanto, vale a pena serem seguidas.

Estabelecer objetivos, por sua vez, é função principalmente das partes mais frontais do córtex, aquelas capazes de direcionar nossas ações em prol de um alvo mesmo que ainda não visível, mas já visualizável e desejável mentalmente.

PUBLICIDADE
MetaLife Pilates
MetaLife Pilates
MetaLife Pilates
MetaLife Pilates

Na etapa seguinte é preciso que as ações musculares ou mentais (na forma de pensamentos) sejam selecionadas e organizadas em sequências que nos levem ao objetivo, como programas motores em que os movimentos certos são escolhidos e preparados para ser executados na ordem certa e na hora certa.

Esse programa motor ou mental é a estratégia, cuja elaboração e execução dependem da interação entre córtex e núcleos da base, mas somente é executada sob direção de um “objetivo pré-frontal” e com o empurrãozinho da antecipação do prazer de chegar lá. Primeiro, organizar seus horários, depois, fazer uma pesquisa para poder escolher o melhor curso, por exemplo, em vez de se matricular em qualquer um e ver no que dá, de fato aumenta significativamente suas chances de seguir o curso até o fim.

Tomar resoluções de ano novo ou de segunda-feira é fácil; basta um desejo. Transformá-las em realidade, contudo, exige estabelecer claramente uma meta e tecer estratégias para chegar lá. A boa notícia é que seu cérebro é capaz das três coisas.

Sucesso em 2019!

Com informações de http://www2.uol.com.br/